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4 de Novembro de 2011 / daniifontes

“Florestas e homens”: Imagens raras da natureza

Nos últimos 17 anos, o fotógrafo francês Yann Artus-Bertrand tem vindo a captar imagens aéreas da natureza, obtidas de avião e helicópetro. Em 2011, o fotógrafo foi nomeado pelas Nações Unidas para produzir o filme oficial para o Ano Internacional das Florestas que já está disponível para visualização online.

A “Terra vista do céu” teve início em 1994, tendo como objetivo mostrar as paisagens do planeta em que vivemos com ou sem intervenção do homem.

Em 2000, Yann resolveu dar ao projeto um significado mais forte, passando a utilizar “A Terra vista do céu” para chamar a atenção do mundo para o desenvolvimento sustentável e para as ameaças da presença do homem no nosso planeta.

Em 2005, o fotógrafo avançou com um investimento por sua conta para poder desenvolver o projeto que sempre ambicionou: a criação da organização ambiental GoodPlanet.

O fotógrafo foi, entretanto, convidado para fazer o filme do Ano Internacional das Florestas. Assim, e depois do sucesso do seu anterior filme, “Home”,que foi visto por 400 milhões de pessoas, o fotógrafo produziu o filme “Florestas e Homens” composto de imagens aéreas de florestas.

Florestas e Homens (ONU) from Prime Arte Studios on Vimeo.

 

Daniela Fontes

4 de Novembro de 2011 / Sofia Ferreira

Exposição Frida Kahlo

Com o título Frida Kahlo – As suas fotografias, a primeira apresentação internacional da exposição permanecerá aberta ao público até ao dia  29 de Janeiro de 2012, no Pavilhão Preto do Museu da Cidade.

A Casa da América Latina, organizadora da exposição, explicou que a maioria de fotos é desconhecida. Para facilitar a compreensão dos espectadores, as imagens são dividas em seis blocos temáticos: “Os Pais: Guillermo e Matilde”, “A Casa Azul”, “O Corpo Acidentado”, “Os Amores de Frida”, “A Fotografia” e “A Luta Política”.

A exposição, que apresenta recortes da vida pessoal e do lado íntimo da artista, também “revela novas facetas de uma das personalidades do século XX”, afirmaram os organizadores.

Historiador da fotografia mexicana e curador da exposição, Pablo Ortiz Mosteiro explicou que Frida Kahlo – As suas fotografias exalta os interesses que a pintora teve durante a “sua atormentada vida”.

A admiração pelo pintor mexicano Diego Rivera e outros amores, a família, o corpo acidentado, a ciência médica, os amigos e inimigos, a luta política e a arte e o passado pré-hispânico marcam as fotografias desta exposição.

“Tudo é marcado pela sua grande paixão pelo México e pelos mexicanos”, concluiu Ortiz Mosteiro.

 

O Museu da Cidade situa-se no Campo Grande, nº 245, Lisboa, sob o horário de Terça a Domingo das 10:00h às 13:00h e das 14:00h às 18:00h. O preço do bilhete para a exposição é de 2€.

Para mais informações podem aceder ao site do Museu da Cidade, aqui.

Sofia Ferreira

3 de Novembro de 2011 / Sofia Ferreira

“Radiografias” de câmaras fotográficas

O mais recente projecto de Max de Esteban, intitulado de  Proposition One: Only The Ephemeral, dá-nos uma visão muito diferente daquilo a que estamos acostumados. Esteban desmontou várias câmaras fotográficas e outros gadgets, fotografou cada camada do seu interior e posteriormente reconstruiu cada objecto numa só fotografia, passando a ideia que de as imagens são apenas radiografias dos objectos.
Aqui estão alguns resultados:

As restantes fotografias e outros projectos de Max de Esteban podem ser vistos aqui.

Sofia Ferreira

3 de Novembro de 2011 / daniifontes

Fotógrafo captura anfíbio a escapar de cobra na Indonésia

Um fotógrafo conseguiu capturar no seu quintal em Jacarta, na Indonésia, a luta entre um hilídeo (anfíbio da famíliaHylidae) e uma cobra.
O fotógrafo Brizadly Arifin ouviu o barulho emitido pelo animal e, quando foi verificar a origem do som, viu a cobra a tentar comê-lo.
Arifin conta que a luta durou cerca de 20 minutos e foi tão feroz que a maioria das fotos que fez ficaram desfocadas.
Segundo o fotógrafo, o anfíbio parecia muito forte e lutava para se desvencilhar do ataque.
Depois de 20 minutos, a cobra finalmente desistiu e soltou a presa. O hilídeo pulou para longe do arbusto, machucado e coberto de sangue.

Depois de 20 minutos, a cobra desiste.

Daniela Fontes

2 de Novembro de 2011 / Sofia Ferreira

Leandro Crespi

Oriundo da Argentina, desde pequeno que Leandro desenhava e pintava sempre que tinha oportunidade. A sua paixão pelas expressões criativas foi crescendo, até que alguns anos depois de estudar Construcção Civil e Desenho Gráfico, começou a trabalhar dedicando-se ao design de páginas web e a criar projectos em Autocad.

Mais tarde, em 2004, em pleno auge da fotografia digital, Leandro comprou a sua primeira câmara digital compacta da marca Nikon. E foi assim que, pouco a pouco, tudo começou: no início tirava fotografias aos seus amigos, familía, colegas de trabalho, ao cão, a plantas, a pássaros, etc. Resumindo, encontrou na fotografia uma nova forma de expressão nunca antes experimentada.

Em 2006, tinha já uma ideia muito clara de que não deixaria de tirar fotografias e que esta via de escape criativo estava, pouco a pouco, a converter-se numa nova forma de vida.

A partir desta decisão, começou a poupar para viajar e continuar a sua formação auto-didacta e desenvolvimento profissional em Barcelona. Um ano e meio mais tarde, depois muito trabalho e uma economia estrita, conseguiu. E foi assim que Leandro decidiu concretizar o seu sonho: hoje em dia, 7 anos mais tarde, o seu trabalho especializa-se em fotografia de retrato e de moda, e este ano já viu o seu trabalho publicado em revistas e websites.

Podem ver o seu website aqui.

Sofia Ferreira

1 de Novembro de 2011 / daniifontes

“Gargalhadas” expostas na Lx Factory

Já são conhecidas as gargalhadas mais contagiantes de Portugal. Os quatro vencedores do Reflex’11 – Prémio de Fotografia CAIS | BES foram apresentados no dia 30 de setembro na LxFactory, onde as 30 fotografias finalistas vão estar em exposição até 12 de novembro.

“Gargalhada Inocente” é o nome da grande vencedora. A fotografia tirada por Ana Almeida arrecadou o primeiro prémio desta 5ª edição do Reflex, que visa “premiar e valorizar a fotografia enquanto expressão artística”.

Em segundo lugar ficou o sorriso captado por Carlos Pereira a “Felicidade Pura na Gargalhada” e em terceiro ficou a “Eterna Timidez” de Pedro Oliveira. A última premiada por Filipa Alves, distinguida com a Menção Honrosa pela fotografia “Vem Comigo!”.

Os vencedores receberam prémios monetários entre 300€ e 1000€, equipamento da marca Epson e uma assinatura anual da revista “O Mundo da Fotografia Digital”, informa o site da Reflex.
A concurso estiveram 560 fotografias de quase 500 participantes, que foram selecionadas por um júri composto por António Pedro Mendes, Carla Veludo, Fernando Mendes, Joel Santos e Teresa Ricou. Previamente foram escolhidas as 30 finalistas, agora em exposição em Lisboa, e dessas foram eleitas as quatro melhores.

O REFLEX é um projeto de intervenção sociocultural da CAIS e do Banco Espírito Santo, no âmbito da sua política de responsabilidade social empresarial, informa a organização. A Lx Factory apadrinha o concurso pelo segundo ano consecutivo, “enquanto evento de cariz artístico e de intervenção social”.

Até dia 12 de novembro a entrada é gratuita no Edifício 1 da Lx Factory, de segunda a sexta-feira, das 9h00 às 22h00, e ao sábado, das 15h00 às 20h00. As fotografias premiadas serão ainda publicadas na edição de outubro da Revista CAIS.

Daniela Fontes
1 de Novembro de 2011 / vaniarodrigues1

Carlos Relvas

Filho de um rico abastado proprietário da Beira Interior que se instalara com sucesso no Ribatejo, Carlos Relvas nasceu no Palácio do Outeiro, em plena vila da Golegã, em Novembro de 1838.

Em 1853, ainda muito novo, casou-se com Margarida Mendes de Azevedo, filha dos viscondes de Podentes. Dessa união nascem cinco filhos. Um deles, José Relvas, virá a distinguir-se na contestação ao regime monárquico, proclamando a República da varanda da Câmara de Lisboa.

(Carlos Relvas, 1866-1867 - Prova actual tirada a sépia a partir de negativo em colódio. Fotos à venda na Casa-Estúdio Carlos Relvas)

Homem eclético, Relvas interessou-se sobretudo pela fotografia, produzindo uma obra de grande envergadura, onde se destaca também a magnífica casa-estúdio que construiu no jardim da sua residência do Outeiro.

Mas além de fotógrafo, foi ainda político e lavrador, criador de cavalos e cavaleiro, inventor, e até músico.
Monarca convicto, figura de fidalgo da época, Carlos Relvas vive no coração das suas terras como um grand seigneur, impondo-se pela fortuna, talento e carisma. Criador de gado e produtor de azeite, mel e vinho, Relvas exporta os seus produtos e é distinguido em várias exposições internacionais do sector, como as de Viena, Filadélfia e Paris.
Com uma curiosidade insaciável e uma absoluta necessidade de inventar e descobrir, Relvas coloca esta sua faceta principalmente ao serviço da fotografia. Mas alarga-a a outras áreas. É assim que concebe e constrói um bote salva-vidas revolucionário (o “sempre em pé”), que tinha a particularidade de voltar à posição inicial sempre que se virava.
Em 1887, quando atravessava um período bastante activo da sua vida, morre-lhe a mulher. Casa-se de novo, um ano mais tarde, com Mariana Correia, uma decisão que não foi bem aceite por todos.

O seu filho José Relvas vende então a residência familiar à Câmara da Golegã e muda-se para Alpiarça, passando Carlos e Mariana Relvas a viver na casa-estúdio, adaptada a habitação.

É aí que Carlos Relvas morará até à sua morte a 23 de Janeiro de 1894, vítima de uma septicemia contraída após um acidente de cavalo nas ruas da Golegã. Desaparecia assim um dos nossos maiores fotógrafos de sempre e uma das personalidades mais populares e famosas do Portugal de então.

http://www.casarelvas.com/

Visitem, a Casa-Estúdio é linda 🙂

SERVIÇO EDUCATIVO
Visitas guiadas à exposição permanente e exposições temporárias; cursos, acções de formação, ateliers e workshops (marcação prévia).

CONTACTOS
Lg. D. Manuel I
2150-128 Golegã

Vânia Rodrigues

30 de Outubro de 2011 / daniifontes

Fotografia: Português distinguido em concurso mundial

© Nuno Sá/Wildlife Photographer of the Year/BBC

O fotógrafo português Nuno Sá voltou a arrecadar, este mês e pela segunda vez na sua vida, uma distinção na competição Wildlife Photographer of the Year, considerada como os Óscares da fotografia da natureza. Recentemente, o fotógrafo foi também premiado no maior Concurso de fotografia de Natureza dos Estados Unidos.

Com uma foto do tubarão azul, ao largo da ilha do Faial, o fotógrafo arrecadou um “alto louvor” na categoria Mundo Subaquático naquele que é o mais importante concurso internacional de fotografia da natureza, promovido pela Veolia Environnement Wildlife.

A fotografia “Racing Blue” fica assim entre as 108 imagens escolhidas criteriosamente por um júri de especialistas reconhecidos na indústria de um grupo de quase 41.000 participações recebidas de 95 países.
Já em 2008, Nuno Sá, residente nos Açores, tinha sido distinguido nesta competição que existe há 46 anos, na categoria Animals in their Environment, com a imagem “Orcas at Sunset”.

A imagem deste ano fará parte de uma exposição constituída pelas fotografias dos vencedores, segundos classificados e louvados que se estreia no Museu de História Natural de Londres, no dia 21 de Outubro de 2011, antes de iniciar uma digressão nacional e internacional que deverá ser visitada por cerca de dois milhões e meio de pessoas.

Prémio nos EUA

Este ano Nuno Sá arrecadou vários prémios internacionais, dos quais se destaca o recente prémio na categoria Oceanos no maior Concurso de fotografia de Natureza dos Estados Unidos, o Natures Best Photography – Winland Smith Rice Internacional Awards.

A imagem vencedora – que também retrata um tubarão azul – vai estar exposta num dos maiores museus do mundo, o Smitsonian Natural History Museum, de Abril a Setembro de 2012.

Wildlife Photographer of the Year 2010 em Lisboa

As melhores fotografias do mundo sobre vida animal de 2010 estão em Portugal. A exposição pode ser vista em Lisboa, no Museu Nacional de História Natural.

De 29 de Setembro a 30 de Dezembro, estarão expostas as 96 fotografias escolhidas de um total de mais de 40 mil que concorreram à última edição do Veolia Environment Wildlife Photographer of the Year, 2010.

Para aceder ao site do Nuno Sá, clicar aqui: http://www.photonunosa.com/

Daniela Fontes

29 de Outubro de 2011 / daniifontes

Amadores

Dos fotógrafos amadores que conheço, esta é sem dúvida das melhores que já encontrei. É a minha inspiração, adoro mesmo o trabalho dela. Aqui fica o link e algumas fotografias da Marie: http://www.facebook.com/pages/MVB/215242588533799

Daniela Fontes

27 de Outubro de 2011 / Sofia Ferreira

Eugène Atget

A vida e a intenção de Eugène Atget são fundamentalmente desconhecidas. Apenas alguns factos documentados e algumas lembranças e lendas fornecem um esboço escasso da vida de Atget.

Nasceu em Libourne, perto de Bordeaux, França, em 1857, e trabalhou como marinheiro durante a sua juventude. Depois da vida marítima, decidiu lançar-se na carreira de actor, no teatro, mas não alcançou grande sucesso, o que o levou a abandonar a carreira.

Depois de uma curta experiência com a pintura, Eugène tornou-se fotógrafo, e começou o verdadeiro trabalho de toda a sua vida. Até à sua morte trinta anos mais tarde, trabalhou silenciosamente nesta sua vocação. Para um observador casual e de olhar destreinado, Eugène Atget pode ter parecido um fotógrafo comercial da sua época.

Não progredia, mas trabalhou pacientemente nas técnicas que eram obsoletas quando as adoptou, e quase anacrónicas na altura que faleceu.

Era pouco dado a experiências no sentido convencional, e ainda menos para a teorização. Não fundou nenhum movimento e não atraiu nenhum círculo. Fez, porém, fotografias que pela pureza e intensidade de visão, não foram superadas por qualquer outro fotógrafo da sua época.

Outros fotógrafos preocupavam-se com a descrição de factos específicos (documentários), ou com a exploração das suas sensibilidades (auto-expressão). Atget transcendeu estas duas abordagens, ao empenhar-se na tarefa de compreender e interpretar, em termos visuais, uma

tradição complexa e antiga. As fotografias que criou ao serviço deste conceito são sedutoramente e enganosamente simples, totalmente equilibradas, reticentes, com uma densa experiência, misteriosas e verdadeiras.O trabalho de Atget é único em dois níveis: foi

o criador de um grande catálogo visual dos frutos da cultura francesa, a qual sobreviveu em e de perto de Paris no primeiro trimestre deste século. Foi, ainda, um fotógrafo de tal autoridade e originalidade, que a sua obra permanece até hoje um ponto de referência contra a qual a maioria da mais sofisticada fotografia contemporânea é comparada.

– in “Looking at Photographs” de John Szarkowski
Sofia Ferreira
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