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26 de Outubro de 2011 / Sofia Ferreira

“Aparições” – A fotografia de Gérard Castello-Lopes (1956-2006)

Aparições cobre toda a carreira de Gérard Castello-Lopes, desde as primeiras fotografias em 1956, até às últimas, em pleno séc XXI. Pela primeira vez, são exibidas provas vintage (mais de uma centena, metade das quais são inéditas). A exposição é deliberadamente não-cronológica, provando-se que é erróneo dividir a carreira de Castello-Lopes em dois períodos: uma primeira década (1956-66) humanista e neo-realista, e uma segunda fase (1982-2007) mais plástica e abstracta. Misturando as provas vintage com as modernas, os pequenos com os grandes formatos, o preto e branco com a cor, percebe-se que a obra de Gérard Castello-Lopes é singularmente una e coerente, do princípio ao fim. A famigerada preocupação com o “paradoxo das

aparências” – as coisas não são o que parecem – é uma constante ao longo de toda a sua carreira como fotógrafo. Atenção especial é dedicada ao conceito de escala: algumas imagens – entre as quais a da famosa pedra que parece flutuar no ar (Portugal, 1987) – são exibidas em provas de várias dimensões (dos 4cm aos 2 metros).

Mergulhador consumado na juventude, a água – que reflecte, refracta, difunde e polariza a luz – representou sempre um papel fundamental na sua obra. Na década de 1950, Castello-Lopes resolver o problema de fotografar pessoas que não querem ser fotografadas, captando-as de costas ou a dormir; ou fotografando velhos e crianças, imunes a vaidades e egoísmos. Gradualmente deixou de apontar a câmara às pessoas. O espaço foi sempre domínio de trabalho de Castello-Lopes: vorticista, cubista ou ilusório; às vezes, um espaço desprovido de gravidade. Aparições está informalmente organizada por secções temáticas: espaços heterodoxos, refracções e distorções aquáticas, quadros dentro de quadros, modulação, crianças e velhos, o caminho para o infinito, etc. De vez em quando, a sequência é baralhada pela introdução de uma ou outra imagem discordante para espevitar o observador.

– Jorge Calado, curador da exposição

Podem visitar esta exposição gratuitamente no edifício BES Arte & Finança, na Praça Marquês de Pombal nº3, Lisboa, no horário de segunda a sexta entre as 9h e as 21h. É uma exposição a não perder!

 Sofia Ferreira

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